O banqueiro Daniel Vorcaro foi apontado por colegas do UOL como responsável por pagar R$ 10 mil a uma mulher após suposta relação com um indivíduo chamado Kássio, além de financiar uma festa em São Paulo que reuniu 120 mulheres para atender a vinte homens ricos.

Pagamentos suspeitos

Mensagens de celular divulgadas pelas jornalistas Thaís Bilenky e Daniela Lima mostram que Vorvorro teria transferido o valor mencionado à referida mulher, embora o texto não detalhe o contexto exato da transação.

Festa extravagante

Em outra ocasião, segundo relato do colaborador João Batista Jr. , o banqueiro custeou um evento onde as convidadas eram mulheres contratadas para acompanhar homens poderosos, inclusive alguns descritos como bem-apessoados.

Análise psicanalítica

A psicanalista Carol Tilkian explicou que a prática cria um jogo erótico no qual o pagamento transforma a mulher em “moeda de troca”, evocando conceitos de Freud sobre desejos homossexuais latentes e de Lacan acerca da presença constante de um terceiro fantasmático.

Objetificação e poder

Tilkian afirmou que Vorcaro se coloca como “maestro” do que chamou de “grande circo das delícias”, reforçando seu domínio ao oferecer às figuras masculinas presentes a sensação de superioridade enquanto os reduz a subordinados ao seu controle.

Precedentes históricos

O caso remete à promotora Jeany Mary Corner, citada na CPI dos Correios em 2005, cuja atuação na organização de encontros entre garotas e políticos gerou acusações semelhantes de exploração sexual vinculada ao poder.