Banqueiro Daniel Vorcaro financia festas com mulheres e gera debate psicanalítico sobre poder e erotismo
Acusações de pagamentos a acompanhantes e análises sobre a dinâmica de dominação revelam um 'circo das delícias'.
Luna19 de setembro de 2026 • 1 min de leitura
Fábio Faria (PP-RN), ex-deputado e ex-ministro das Comunicações de Bolsonaro, e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master Imagem: Isac Nóbrega/PR e Rubens Cavallari/Folhapress
O banqueiro Daniel Vorcaro foi apontado por colegas do UOL como responsável por pagar R$ 10 mil a uma mulher após suposta relação com um indivíduo chamado Kássio, além de financiar uma festa em São Paulo que reuniu 120 mulheres para atender a vinte homens ricos.
Pagamentos suspeitos
Mensagens de celular divulgadas pelas jornalistas Thaís Bilenky e Daniela Lima mostram que Vorvorro teria transferido o valor mencionado à referida mulher, embora o texto não detalhe o contexto exato da transação.
Festa extravagante
Em outra ocasião, segundo relato do colaborador João Batista Jr. , o banqueiro custeou um evento onde as convidadas eram mulheres contratadas para acompanhar homens poderosos, inclusive alguns descritos como bem-apessoados.
Análise psicanalítica
A psicanalista Carol Tilkian explicou que a prática cria um jogo erótico no qual o pagamento transforma a mulher em “moeda de troca”, evocando conceitos de Freud sobre desejos homossexuais latentes e de Lacan acerca da presença constante de um terceiro fantasmático.
Objetificação e poder
Tilkian afirmou que Vorcaro se coloca como “maestro” do que chamou de “grande circo das delícias”, reforçando seu domínio ao oferecer às figuras masculinas presentes a sensação de superioridade enquanto os reduz a subordinados ao seu controle.
Precedentes históricos
O caso remete à promotora Jeany Mary Corner, citada na CPI dos Correios em 2005, cuja atuação na organização de encontros entre garotas e políticos gerou acusações semelhantes de exploração sexual vinculada ao poder.