Nesta sexta-feira, 25 de setembro, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no comando dos procedimentos sobre o extinto Banco Master. O placar foi de 6 a 0 contra o afastamento. Na mesma sessão, o colegiado rejeitou por 3 a 2 a abertura de investigação contra o chefe do MPF por suposta ligação com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro dono da instituição.
Relator defende contextualização das mensagens
O subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino, relator do caso, argumentou que não caberia ao Conselho decidir sobre eventual impedimento ou suspeição do PGR nos procedimentos que tramitam no STF. Sobre as mensagens citando o procurador-geral, o relator afirmou que não há comunicação direta entre Vorcaro e o chefe do MPF, e que as referências não podem ser “examinadas de forma isolada e descontextualizada”.
Subprocuradores apontam ausência de proximidade
Sanseverino sustentou que a lista de contatos do celular do ex-banqueiro não registra o nome do PGR, apenas menções feitas por terceiros, como o advogado Ciro Soares. O subprocurador Celso de Albuquerque Silva reforçou o argumento ao questionar como “uma simples conversa, ligação feita por um advogado, pode significar um especial apreço”, referindo-se à ligação de março de 2025 intermediada por Soares.
Divergência sobre apuração preliminar
Sessão presidida por Nicolao Dino
Composto por 10 integrantes, o colegiado realizou a votação com a presidência do vice-presidente Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral não participou da análise nem da votação do procedimento que trata de sua própria atuação. A maioria no CSMPF é formada quando uma das posições alcança o quinto voto.