Rowling, autora da série de livros 'Harry Potter', afirmou em um texto divulgado em seu site em 2026 que recebeu ameaças de morte, estupro e tortura após publicar declarações sobre pessoas trans nas redes sociais. Esses comentários ganharam destaque em junho de 2020, quando ela criticou o uso da expressão 'pessoas que menstruam' em um artigo sobre igualdade pós-pandemia.
Contexto da controvérsia de 2020
Na época, a escritora ironizou a expressão e questionou por que não era utilizada a palavra 'mulheres', gerando ampla reação nas redes sociais. O artigo em questão foi publicado pelo site Devex e tratava de igualdade de gênero após a pandemia de Covid-19.
Detalhes das ameaças recebidas
Segundo o novo texto, a autora relembou as reações às suas publicações e relatou ter sido alvo de insultos e mensagens ameaçadoras. Ela citou ameaças de agressão física e morte, além de mensagens que a convidavam a sofrer estupro e tortura.
Apoio institucional e defesa dos direitos trans
Rowling mencionou o apoio de seu instituto, o J. Rowling Women’s Fund, e ações judiciais relacionadas a pautas feministas. Ela declarou que pessoas trans não devem sofrer discriminação no acesso à moradia, ao emprego ou a direitos humanos, enfatizando a necessidade de igualdade.
Crítica ao ativismo e intimidação
Apesar de defender os direitos das pessoas trans, ela criticou o que considera uma ameaça aos direitos das mulheres por parte de ativistas trans e de pessoas em posições de influência. A escritora afirmou que esse movimento cria um ambiente de intimidação, onde mulheres podem ser sancionadas por utilizar pronomes considerados inadequados.
Comparação histórica e apelo por empatia
Ela estabeleceu uma comparação entre o ativismo trans contemporâneo e movimentos históricos pelos direitos civis, dos gays e das mulheres, destacando diferenças na relação com instituições de poder. Ao concluir o texto, disse não buscar compaixão, mas defendeu que mulheres preocupadas com seus direitos possam expressar suas opiniões sem sofrer ameaças ou abusos.