Em 25 de outubro de 2026, a Agência Pública revelou que uma sala comercial em Águas Claras, no Distrito Federal, funciona como ponto de convergência entre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, seu advogado Willer Tomaz e uma rede investigada por corrupção no INSS, liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'careca do INSS'. A sala 2601 do Edifício Connect Towers já abrigou 90 empresas, conectadas por meio do escritório de contabilidade Voga. O escritório de contabilidade Voga é o elo central entre as empresas registradas na sala. Instalado no Edifício Connect Towers desde 2009, o Voga fornece endereço e contato para diversas empresas, criando um emaranhado que inclui empresas de Flávio Bolsonaro e de investigados. A empresa é comandada pela família dos Reis.

A família Reis e suas conexões

Alexandre Caetano dos Reis, sócio do Voga e apontado como parceiro do 'careca', está preso desde dezembro de 2025 por decisão do STF, acusado de atuar como counters no esquema de lavagem de dinheiro. Sua irmã, Letícia Reis, administra o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, segundo revelações anteriores. Willer Tomaz, advogado de Flávio Bolsonaro e investigado pelo STF por lavagem de dinheiro com bets, defende o Voga em um processo trabalhista. Além disso, ele possui uma empresa em nome da irmã, também sediada na mesma sala comercial.

A Voga Serviços e Paula Batista

O levantamento e as revelações

O ICL Notices revelou em setembro de 2026 a ligação da sala com a Bravo Grafeno, empresa de Flávio Bolsonaro que já teve Jair Bolsonaro como sócio, e outras 16 ligadas ao escândalo do INSS. A investigação da Agência Pública ampliou esse mapeamento, mostrando a extensão da rede.